
Nasceu em Roma, em 1795, numa família numerosa, onde se destacou pela sensibilidade para com os pobres, a ponto de, enquanto pequeno, dar as suas próprias roupas a eles, a sua cama, assim como, tirar queijos da mercearia do seu pai para dar a um mendigo. Quando alcançou a idade necessária sentiu a vocação para servir o Senhor.
Quanto ao Sacerdócio, de modo concreto, doutorou-se em Filosofia e Teologia e tornou-se padre da Diocese de Roma. São Vicente tinha um ardor pela salvação das almas, tendo o desejo e o projecto de Evangelizar o Mundo.
Pallotti, na Igreja, despertou o carisma do apostolado leigo, ou seja, aquilo que o Concílio Vaticano II apresentou em plenitude. Achava que todo o Cristão, por graça do Baptismo, era um apóstolo e missionário, mesmo diante dos diferentes estados de vida e capacidades pessoais.
Desta forma, este homem desejava que todos se entregassem para o anúncio do Evangelho. Promoveu a acção dos Católicos leigos, religiosos e do clero, o que acabou frutificando no movimento da Acção Católica. São Vicente fez tudo, contando com a protecção da Imaculada Mãe de Deus, Rainha dos Apóstolos, de quem era grande devoto.
No dia 13 de Janeiro 1850, Vicente Pallotti após uma celebração saiu para a rua. Fazia frio e chovia em pleno Inverno europeu. Compadecido de um pobre, tirou a capa e deu-lha, gesto de generosidade que concretiza o amor que tanto pregou. Por causa disso apanhou uma constipação, que degenerou numa grave infecção pleural, levando-o à morte. Vendo-o reduzido ao extremo, o Padre Vaccari suplicou-lhe:” Padre, reze a Deus para que o cure”. Mas ele respondeu:” Por favor, deixe-me ir onde Deus quer”.